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Lost Stars – Adam Levine, filme ‘Begin Again’

February 1, 2015 – 3:42 am |

Alguns anos separam meu último post neste que um dia chamei de ab lucem. Recebi e-mails solicitando novos textos, reclamações, perguntas do ‘porque parei’. O fato é que não andava muito inspirado a escrever. Bem, …

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Jueves – La Oreja de Van Gogh

Submitted by on July 13, 2010 – 3:38 amNo Comment

Um outro belíssimo grupo espanhol moderno é La Oreja de Van Gogh. Grupo Vasco com Amaya Montero em sua formação original, possui participações com o mesmo ‘El Canto del Loco’ do post anterior.

São muitas as suas músicas que possuem bonita letra e melodia, algumas com pequenas metáforas bobas que também custei a entender. Gostaria de focar em numa música mais novas deles, entretanto. Uma música das mais recentes, cantada pela nova vocalista depois da saída de Amaya Montero. Chama-se: Jueves, e ela merece que eu ponha a letra neste texto:

Si fuera más guapa y un poco más lista,

si fuera especial, si fuera de revista,

tendría el valor de cruzar el vagón

y preguntarte quién eres.

Te sientas enfrente y ni te imaginas

que llevo por ti mi falda mas bonita,

y al verte lanzar un bostezo al cristal

se inundan mis pupilas.

De pronto me miras, te miro y suspiras,

yo cierro los ojos tu apartas la vista,

apenas respiro me hago pequeñita

y me pongo a temblar.

Y así pasan los días de lunes a viernes,

como las golondrinas del poema de Bequer,

de estaciona estación,

de frente tu y yo va y viene el silencio.

De pronto me miras, te miro y suspiras,

yo cierro los ojos tu apartas la vista,

apenas respiro me hago pequeñita

y me pongo a temblar.

Y entonces ocurre, despiertan mis labios,

pronuncian tu nombre tartamudeando,

supongo que piensas que chica mas tonta,

y me quiero morir.

Pero el tiempo se para,

te acercas diciendo,

yo aun no te conozco y ya te echaba de menos,

cada mañana rechazo el directo y elijo este tren.

Y ya estamos llegando, mi vida ha cambiado,

un día especial este 11 de marzo,

me tomas la mano, llegamos a un túnel que apaga la luz.

Te encuentro la cara gracias a mis manos, me vuelvo valiente y te beso en los labios, dices que me quieres y yo te regalo el ultimo soplo de mi corazón.

Costumava brincar que em cidades aonde muitas pessoas utilizam o trem ou metrô como meio principal de transporte, algo interessante acontece. Chamava de romance relâmpago. É algo curioso, pega-se o mesmo trem naquela mesma hora da manha. O hábito do trem faz com que as pessoas se conheçam, sem se falar. Sabem os gostos de leitura uns dos outros, mas não sabem sequer o nome. Olhares se cruzam por sobre jornais, livros ou revistas. A timidez faz com que um desvie primeiro os olhos, ou talvez sejam os dois que o façam, em um incontido reflexo de reserva ou timidez.

Quantas vezes presenciei fatos parecidos. Dez, vinte ou trinta minutos de quase flertes silenciosos, de olhadas disfarçadas. De repente a porta se abre, ela se vai e fica aquela sensação de mais… No dia seguinte aquela curiosidade: como estará, como se vestirá. O desejo de ver, de falar, de estar. E aquelas mesmas portas se abrem e o silencioso adeus se repete.

É essa história que se canta nessa musica de ‘La Oreja de Van Gogh’. Uma garota cantando como ela se apaixona por aquela figura desconhecida que vê todos os dias no seu mesmo trem. Conta a história de um dia em especial. Um dia aonde ela vestiu a sua mais linda saia para lhe parecer mais bonita. Observa-lhe de longe, sonha, pensa, imagina. Os olhares se cruzam, os simples suspiros parecem poesia e enchem seu coração de força, de alegria.

O papel da timidez e da falta de coragem de aproximar-se. Estação por estação, dia após dia. Segue-se a rotina, aquele romance conduzido por uma sinfonia a dois, uma silenciosa sinfonia que embala aqueles minutos de trajeto ao trabalho. Ate certo dia que decidem se falar.

Falam-se, conversam e descobrem que ele também a queria. Sequer a conhecia, mas sentia já falta dela quando não aparecia. Tomava o trem mais longo, com mais paradas, apenas por sua causa. É como se o tempo parasse entre os dois. Nada mais acontecesse além daquele momento que vivem e tanto esperavam.

Como tudo muda, tanto tempo sonhando com este momento e de repente ele chega, neste lindo dia, um 11 de março. E aqui, para uma melhor compreensão da música, traduzo o final:

‘Um dia especial este 11 de março, me tomas a mão e chegamos a um túnel que apaga a luz. Encontro teu rosto graças a minha mão, torno-me valente e te beijo nos lábios. Dizes que me queres e te dou o último sopro de meu coração’.

O túnel, neste 11 de março, apagou a luz. A luz que se ascendeu quando finalmente se conheceram. Essa luz que prometia brilhar muito mais. O túnel a ofuscou. Mas que túnel?

Entenda: 11 DE MARÇO !!! (vide hiperlink)

Uma música sobre uma história que se repete dia após dia, em toda grande capital do mundo. Um fim triste, que pode muito bem ter acontecido. Não deixa de ser bonita a música, com grande sentimento.

O Poema de Becquer (Gustavo Adolfo Bécquer)

Volverán las oscuras golondrinas

Volverán las oscuras golondrinas

en tu balcón sus nidos a colgar,

y, otra vez, con el ala a sus cristales

jugando llamarán;

pero aquéllas que el vuelo refrenaban 5

tu hermosura y mi dicha al contemplar,

aquéllas que aprendieron nuestros nombres…

ésas… ¡no volverán!

Volverán las tupidas madreselvas

de tu jardín las tapias a escalar,

y otra vez a la tarde, aun más hermosas,

sus flores se abrirán;

pero aquéllas, cuajadas de rocío,

cuyas gotas mirábamos temblar

y caer, como lágrimas del día…

ésas… ¡no volverán!

Volverán del amor en tus oídos

las palabras ardientes a sonar;

tu corazón, de su profundo sueño

tal vez despertará;

pero mudo y absorto y de rodillas,

como se adora a Dios ante su altar,

como yo te he querido…, desengáñate:

¡así no te querrán!

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