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Lost Stars – Adam Levine, filme ‘Begin Again’

February 1, 2015 – 3:42 am |

Alguns anos separam meu último post neste que um dia chamei de ab lucem. Recebi e-mails solicitando novos textos, reclamações, perguntas do ‘porque parei’. O fato é que não andava muito inspirado a escrever. Bem, …

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Porque parei (de momento) de fotografar?

Submitted by on December 6, 2010 – 1:20 amNo Comment

Há mais ou menos uma semana atrás comentei que iria deixar de fotografar. Para meu espanto (e alegria) venho sido questionado por muitos sobre a razão e ouvido reclamações de que não deveria deixá-la. Permitam-me explicar um pouco a razão.

Quando comecei a fotografar, não tinha noção alguma de fotografia. Quase três anos depois, ainda acho que não a tenho. Bebi de conceitos básicos e possuo algo de olhar. Algo que comecei a chamar de ‘construção da realidade’, um conceito particular e que não tem como objetivo, de maneira alguma, teorizar sobre a arte da composição e luz. Trata-se apenas de minha visão do fato, tentar criar uma espécie de realidade paralela em uma foto, algo que transmita uma história, conte algo. Um texto sem letras. Um contexto sem som e palavras: apenas na imagem. Uma idéia que se pode construir no ideário de cada um, passar culturas e se encaixar bem em diversos tipos de interpretações.

Bem, de um tempo para cá, por razões diversas, não venho conseguido passar isso. Noto que minhas fotos estão modificando o estilo, a qualidade, contam sempre o mesmo. Chego a achar que elas perderam a pouca qualidade técnica que possuíam. Ainda não entendi bem o que aconteceu, apenas posso dizer que não tenho a vontade de divulgá-las.  ‘Photoshopear’ e mesmo a energia para fotografar esvaeceram recentemente. Ainda tento me adaptar.

Seguirei tirando fotos, mas sem divulgá-las. Tenho um acervo que me permitirá selecionar fotos ainda não divulgadas e postar no meu site, photoblog (ainda inativo) e Facebook/Flickr. As novidades, entretanto, sairão apenas quando conseguir resolver este conflito meu. Tenho por principio que a qualidade deve preponderar acima de tudo, e quando eu a perco melhor retirar-me do que cair no medíocre e sem diferencial.

Para ilustrar o que digo. Observem a foto abaixo, juntamente com a versão que ponho neste post d’Ária das Bachianas Brasileiras no. 5 de Villa Lobos. Ouçam a música, a letra, vejam a foto… Observem como ela se encaixa na música, ou em tantas outras. Imaginem a cena. Do que se trata? O que de fato havia por la?

Volto com fotos novas assim que resolver este problema =)

De antemão agradeço o carinho de todos, não imaginava que tanta gente gostava das minhas fotos.

Vocês ainda podem apreciar o meu trabalho em:

htt://photos.leoteles.com
http://www.flickr.com/lteles
ou aquelas mais votadas no Flickr em: http://www.flickriver.com/photos/lteles/popular-interesting/

LmT

Ária das Bachianas Brasileiras No. 5, de Villa Lobos

Letra:

Tarde uma nuvem rósea lenta e transparente.
Sobre o espaço, sonhadora e bela!
Surge no infinito a lua docemente,
Enfeitando a tarde, qual meiga donzela
Que se apresta e a linda sonhadoramente,
Em anseios d’alma para ficar bela
Grita ao céu e a terra toda a Natureza!
Cala a passarada aos seus tristes queixumes
E reflete o mar toda a Sua riqueza…
Suave a luz da lua desperta agora
A cruel saudade que ri e chora!
Tarde uma nuvem rósea lenta e transparente
Sobre o espaço, sonhadora e bela!

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